Primeiro mês. Tá tudo errado. Tão errado que nem as flores recém nascidas nos jardins supensos me alegram. Uma tristeza grande me encharca, o sol se apagou e chove dentro de mim. Sensação de ser sozinha. Sensação de ser estúpida. As lágrimas nem se escondem. As estrelas se apagaram e tudo dói. Viver é um fardo hoje.
Sim, estou dramática, talvez seja contagioso.
Sinto tudo, sinto muito, estou viva afinal. Tenho coração. Ele é inquieto. Ele é medroso, tão medroso que chega a ser amarelo.
E vai amarelando mais com o tempo.
De que ele tem medo? De que tudo seja verdade, que a vida não tenha volta, que sentir e amar seja algo bom, tão bom, que ele possa perder e sofrer e então, como é covarde -além de medroso - resolve abrir mão para não sofrer mais tarde. Prefere antecipar sofrimento.
E se esconder de novo. Se fechar como uma ostra.
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