Enquanto espero, converso, aprendo e mudo.
Nada é permanente, exceto a mudança.
Heráclito de Éfeso
Inevitável lembrar Heráclito de Éfeso. Esse moço tem me perseguido ultimamente. Quatro dias
atrás resolvi mudar e reativar este blog. Inicialmente era um espaço pra pensar
a infância aqui na cidade, a relação do poder público com a infância, etc. Me
incomodava essa invisibilidade da criança por aqui. Coisa de mãe talvez.
Outro dia, após
avaliar minha vida com o facebook, vi que precisava de mais espaço e de outro
espaço, porque não quero abarrotar a caixa de entrada de ninguém e também já
não quero - aqui - discutir sobre a infância. Quero só um espacinho pra colocar
as coisas que gosto, dividir com quem quiser ler, ouvir ou ver.
Só isso. Bem
tranquila, apenas prazer.
Lembrei do blog,
parado desde 2009...
Abri, olhei pra
ele. Não servia mais, tinha que colocar coisas fora, mudar. Mas podia usar o
mesmo espaço.
Mudei por dentro e
por fora. E, meio sem jeito, comecei.
Estou ainda me
acostumando, mas sinto vontade de voltar aqui e escrever. As palavras tem me
acompanhado.
Durmo tarde por
causa delas. Ou nem durmo.
Escrevendo ou
lendo, às vezes faço um desenho. Escuto música.
Não tenho dificuldades
em dormir. É mais uma resistência. Gosto do silêncio da noite. Do sossego da
casa quieta, das crianças dormindo no quarto ao lado e as ideias chegando de
mansinho. Tão bom.
Fui colocando aqui
escritos que já estavam digitados. Só isso.
Mas não estava
bom.
Puxei um papo pelo
chat com alguém de quem gosto muito e que conheço há algum tempo, a Lizi
BV, menina inteligente e autora do blog Viver é mais que um direito (
http://dradireitolbv.blogspot.com/) e me dei conta da minha entrada abrupta.
Bem ariana.
tsc tsc tsc
Não pedi licença,
não saudei, não dei "té logo", nadinha. Apenas entrei.
Ainda bem que a
Lisi me ensinou. Que bom que me mostrou a boniteza que é a gentileza e a
simpatia na escrita. Engraçado como transparece, não é?
A quem possa interessar ando bem, de uma felicidade constante e
cansada. Nada muito efusivo, apenas um agradinho interno, que dá a certeza na
hora de dormir que as coisas vão bem.
Aproveito, pois
sei que é rápido.
Aprendi que tudo muda. É preciso mudar. Melhor não resistir.
Acho que continarei mudando.
Aprendi, também, que as coisas de que
preciso para estar feliz são simples.
E não custam
dinheiro, que bom!
Festejar a vida
(por mais que isso pareça absurdamente otimista) é uma parte minha que tem se
manifestado.
Acho que aprendi,
finalmente a agradecer.
Então, valeu. Ou
tá valendo.
É isso, quando não
for eu digo.
Um beijo e um
queijo,
Ana (a estranha
fleumática).
Nos mesmo rios entramos e não entramos, somos e não somos.
Heráclito de Éfeso
A trilha sonora da postagem é Nouvelle Vague.
Deixo uma, durmam bem.
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