segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Enquanto espero, converso, aprendo e mudo.

                                                                           Nada é permanente, exceto a mudança.
                                                                                                     Heráclito de Éfeso

   
Inevitável lembrar Heráclito de Éfeso. Esse moço tem me perseguido ultimamente. Quatro dias atrás resolvi mudar e reativar este blog. Inicialmente era um espaço pra pensar a infância aqui na cidade, a relação do poder público com a infância, etc. Me incomodava essa invisibilidade da criança por aqui. Coisa de mãe talvez.
Outro dia, após avaliar minha vida com o facebook, vi que precisava de mais espaço e de outro espaço, porque não quero abarrotar a caixa de entrada de ninguém e também já não quero - aqui - discutir sobre a infância. Quero só um espacinho pra colocar as coisas que gosto, dividir com quem quiser ler, ouvir ou ver. 
Só isso. Bem tranquila, apenas prazer. 
Lembrei do blog, parado desde 2009...
Abri, olhei pra ele. Não servia mais, tinha que colocar coisas fora, mudar. Mas podia usar o mesmo espaço. 
Mudei por dentro e por fora. E, meio sem jeito, comecei.
Estou ainda me acostumando, mas sinto vontade de voltar aqui e escrever. As palavras tem me acompanhado. 
Durmo tarde por causa delas. Ou nem durmo.
Escrevendo ou lendo, às vezes faço um desenho. Escuto música.
Não tenho dificuldades em dormir. É mais uma resistência. Gosto do silêncio da noite. Do sossego da casa quieta, das crianças dormindo no quarto ao lado e as ideias chegando de mansinho. Tão bom. 
Fui colocando aqui escritos que já estavam digitados. Só isso.
Mas não estava bom. 
Puxei um papo pelo chat com alguém de quem gosto muito e que conheço há algum tempo, a  Lizi BV, menina inteligente e autora do blog Viver é mais que um direito ( http://dradireitolbv.blogspot.com/) e me dei conta da minha entrada abrupta.
Bem ariana. 
tsc tsc tsc
Não pedi licença, não saudei, não dei "té logo", nadinha. Apenas entrei.
Ainda bem que a Lisi me ensinou. Que bom que me mostrou a boniteza que é a gentileza e a simpatia na escrita. Engraçado como transparece, não é?

A quem possa interessar ando bem, de uma felicidade constante e cansada. Nada muito efusivo, apenas um agradinho interno, que dá a certeza na hora de dormir que as coisas vão bem. 
Aproveito, pois sei que é rápido.
Aprendi que tudo muda. É preciso mudar. Melhor não resistir. 

Acho que continarei mudando.

Aprendi, também, que as coisas de que preciso para estar feliz são simples. 
E não custam dinheiro, que bom! 
Festejar a vida (por mais que isso pareça absurdamente otimista) é uma parte minha que tem se manifestado.
Acho que aprendi, finalmente a agradecer.
Então, valeu. Ou tá valendo.
É isso, quando não for eu digo.
Um beijo e um queijo,
Ana (a estranha fleumática).


 Nos mesmo rios entramos e não entramos, somos e não somos.
Heráclito de Éfeso

A trilha sonora da postagem é  Nouvelle Vague.
Deixo uma, durmam bem.






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...não me falta casa
só me falta ela ser um lar
não me falta o tempo que passa
só não dá mais para tanto esperar
para os pássaros voltarem a cantar
e a nuvem desenhar um coração fechado
para o chão voltar a se deitar
e a chuva batucar no telhado...
Arnaldo Antunes - A casa é sua